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	<title>Carlos Gustavo Yoda &#187; Teia 2006</title>
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		<title>MinC procura autonomia dos Pontos de Cultura, pensando em “subversão estatal”</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Apr 2006 13:27:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yoda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/carta-maior.gif" width="172" height="65" alt="" title="Carta Maior" /><br/>A primeira Teia, que aconteceu no começo de abril em São Paulo, atingiu seus objetivos. Mas deixou no ar uma grande preocupação dos envolvidos: o que será dos Pontos daqui a uns anos, dependendo da conjuntura política do país, com a possibilidade do próximo governo acabar com o projeto. Em entrevista à Carta Maior, o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, falou sobre o projeto e suas perspectivas de continuidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/carta-maior.gif" width="172" height="65" alt="" title="Carta Maior" /><br/><p><a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=10626"><img alt="" src="http://200.169.228.51/arquivosCartaMaior/FOTO/8/foto_mat_8176.jpg" title="Gilberto Gil" class="alignleft" width="150" height="199" /></a>SÃO <span class="caps">PAULO</span> – A Teia – A Rede de Cultura do Brasil, mostra da diversidade cultural brasileira realizada entre os dias 6 e 9 de abril na Bienal de São Paulo, reuniu representantes dos cerca 400 Pontos de Cultura do projeto Cultura Viva, do Ministério da Cultura. A intenção é que o evento aconteça a cada dois anos, para que se possa fazer um balanço das atividades e integração presencial dos produtores culturais. A primeira Teia atingiu seus objetivos. Mas deixou no ar uma grande preocupação dos envolvidos: o que será dos Pontos daqui a uns anos, dependendo da conjuntura política do país, com a possibilidade do próximo governo acabar com o&nbsp;projeto.</p>
<p>A continuidade do projeto tem sido uma preocupação constante dentro do MinC. O ministro Gilberto Gil, calmamente, em entrevista à Carta Maior, afirmou que “as bases do futuro não garantem nada como tal se espera”. A relatividade das questões determina o discurso, mas o objetivo é que os Pontos alcancem sua&nbsp;independência.</p>
<p>“Depende de tanta coisa. Primeiro, da própria capacidade da comunidade, para tornar todo o conjunto sustentável. A idéia de dois anos de financiamento básico é para estabelecer um tempo mínimo de maturação e sustentação. A autonomização das iniciativas é essencial. É só continuar fazendo. O que for possível fazer no tempo que temos, faremos. Mas não é muito da minha natureza me preocupar com os resultados. Preocupo-me mais com os investimentos, não apenas financeiros, mas de energia e engajamento”, declarou&nbsp;Gil.</p>
<p>O ministro compreende que o governo federal trabalha na área cultural no princípio de “subversão estatal”, ou seja, invertendo a ordem de implementar políticas e projetos de balcão de negócios, utilizando a pareceria pública e do setor privado apenas com propostas mercadológicas e de transferir a função do estado para a iniciativa privada. “A partir da vontade do governo, é preciso passar do paradigma da autonomia para a subversão estatal. Por isso, procuramos iniciativas já existentes, ao invés de abrir editais para novas idéias. Chegamos aonde já existiam coisas encaminhadas. Só queremos ajuda-los a acertarem seu percurso”, pontuou&nbsp;Gil.</p>
<p>Sereno, o ministro diz não ter grandes preocupações com o futuro: “Precisamos agora nos preocupar com a continuidade, estabelecer a qualificação dos elementos mínimos de cada Ponto de Cultura. Precisamos manter os convênios na transgovernamentalidade, utilizando os outros ministérios. Tudo isso é muito difícil de fazer, agora imaginar o que vai ser disso daqui a quatro anos não é nossa preocupação básica. É como criar uma criança. As mães não se preocupam com quantos meses a criança vai andar, falar. As mães estão preocupadas com as necessidades cotidianas para que os processos se&nbsp;estabeleçam”.</p>
<p><strong><span class="caps">MERCADO</span></strong><br />
“Uma das questões da produção do ponto de vista internacional é a criação de mercados. O espaço produtor já foi ocupado, há um certo esgotamento. A política do capitalismo, ou dos capitalismos, tem de ser baseadas na formação de novos mercados. O sistema privado precisa da complementação. As políticas públicas de inclusão são até mesmo complementares ao sucesso almejado pelo capital”, disse o&nbsp;ministro.</p>
<p>Além disso, ele acrescenta que depois do processo de privatização predatória do Estado, hoje, as empresas tornaram-se parceiras necessárias do governo: “O horizonte hoje é investimento privado e política pública. Os Pontos de Cultura nascem nesse sentido e precisam ter no sistema privado uma das fontes de escoamento. É uma visão alternativa, no sentido mais amplo e interessante que a palavra pode&nbsp;ter”.</p>
<p><strong><span class="caps">EXTERIOR</span></strong><br />
O MinC está também investindo em Pontos de Cultura fora do Brasil. Já foram criados seis. E o governo espera chegar a 20 até o fim do ano. “O Brasil não é só o território que temos. Transbordamos para o mundo. É processo globalizatório. O êxodo. As populações migram. Temos mais de dois milhões de brasileiros vivendo fora do país. Eles remetem ao Brasil mais do que a soja. É algo equivalente a <span class="caps">US</span>$ 6 bilhões por ano”, informou&nbsp;Gil.</p>
<p>Para o ministro, o objetivo de complementar o equipamento cultural é necessário para as comunidades brasileiras dizerem-se brasileiras: “Eles também estão em interação constante com as culturas de seus locais. Esse é um contingente brasileiro carente de Brasil, carente de nacionalidade nativa. As famílias que estão lá fora sentem a impossibilidade de manterem seus filhos&nbsp;brasileiros”.</p>
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		<title>Movimentos sociais articulam-se por meio da Arte engajada</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Apr 2006 13:31:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yoda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/carta-maior.gif" width="172" height="65" alt="" title="Carta Maior" /><br/>A TEIA foi além da proposta de ser uma mostra da diversidade cultural brasileira, através do projeto Cultura Viva do MinC. A articulação dos movimentos sociais por meio dos pontos de cultura já aponta resultados do trabalho em rede. Mas lideranças dos movimentos culturais do MST e da UNE decretam que não há sentido na produção cultural senão a do engajamento político e comprometimento com a transformação das pessoas e da sociedade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/carta-maior.gif" width="172" height="65" alt="" title="Carta Maior" /><br/><p>SÃO <span class="caps">PAULO</span> - A <span class="caps">TEIA</span> – A Rede de Cultura do Brasil, realizada de 6 a 9 de abril em São Paulo – foi além da proposta de ser uma mostra da diversidade cultural brasileira, através do projeto Cultura Viva do MinC. A articulação dos movimentos sociais através dos pontos de cultura já aponta resultados do trabalho em rede. Mas lideranças dos movimentos culturais do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (<span class="caps">MST</span>) e da União Nacional dos Estudantes (<span class="caps">UNE</span>) decretam que não há sentido na produção cultural se não a do engajamento político e comprometimento com a transformação das pessoas e da&nbsp;sociedade.</p>
<p>Célio Romualdo, do setor de cultura do <span class="caps">MST</span> de São Paulo, entende que é difícil debater o assunto e que a dificuldade no campo é maior ainda. Apesar disso, ele afirma que não existem diferenças entre os trabalhadores do campo e da cidade: “Nossas aflições são as mesmas. Precisamos acabar com essa divisão e unir-nos. Unir-nos na condição de trabalhadores. E precisamos refletir isso nas nossas produções&nbsp;culturais”.</p>
<p>O <span class="caps">MST</span> ganhou edital de 16 pontos de cultura do Ministério, que estão espalhados em 10 estados brasileiros. Romualdo enfatiza a necessidade de articulação dos movimentos pensando nas produções artísticas de forma engajada. “A burguesia nunca criou cultura. Eles criam a moda, a pasteurização. Mas do funk ao samba, são manifestações do povo. A arte tem que ser comprometida com as questões sociais. Se não houver enfrentamento dos problemas e da indústria cultural, estaremos a repetir o mais do mesmo”, pontua o sem&nbsp;terra.</p>
<p>A inversão da ordem cultural é essencial para Romualdo. Somente pensando em como refuncionalizar o mercado é que os trabalhadores poderão recuperar a cultura que lhes foi roubada. “Às vezes, um artista até acha que está fazendo uma coisa boa mas, no fim, está contribuindo para a&nbsp;roda”.</p>
<p>O diretor de Cultura da <span class="caps">UNE</span>, Thiago Alves, afirma que o movimento estudantil tem uma grande tradição nos movimentos culturais. Alves destaca as experiências do Centro Popular de Cultura, os CPCs da <span class="caps">UNE</span>, nos anos 60, que tiveram um papel importante no combate à ditadura&nbsp;militar.</p>
<p>Os tempos são outros, e a entidade precisou rever os conceitos e formas de trabalhar com a arte e a cultura. “O movimento cultural hoje tem uma dinâmica própria. Não podemos trabalhar de cima para baixo. Por isso criamos o <span class="caps">CUCA</span> (Centro Universitário de Cultura e Arte). Ele segue com uma dinâmica diferente do movimento estudantil. Mais espontâneo e mais amplo. Apenas tomamos o cuidado de pautar o debate político maior, partindo da discussão de políticas públicas culturais”, enfatizou&nbsp;Alves.</p>
<p>A <span class="caps">UNE</span> tem 10 pontos de cultura, em 10 estados. Sobre o projeto do MinC, Thiago Alves acredita que o Cultura Viva esteja invertendo o foco da produção cultural brasileira. “Um exemplo simples disso é o fato da <span class="caps">TEIA</span> ter sido realizada na Bienal de São Paulo, um espaço tradicional da burguesia paulista. E, nesses quatro dias, nós, movimentos, ocupamos a Bienal com muita riqueza e diversidade. Tomamos posse daquilo que é nosso. Isso já é sinal de mudanças, sem contar o poder de articulação dos movimentos sociais através da&nbsp;arte”.</p>
<p>Thiago Alves, no entanto, crê que o principal foco dos pontos de cultura deva ser a juventude: “O Cultura Viva deve servir aos jovens. Para levá-los à luta política. Não há sentido na arte da periferia se não for para lutar contra essa condição periférica e&nbsp;excluidora”.</p>
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		<title>Teia de Pontos de Cultura descobre os brasis em São Paulo</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 13:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yoda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/carta-maior.gif" width="172" height="65" alt="" title="Carta Maior" /><br/>Até o fim de 2006, o Ministério da Cultura espera ter formado 600 Pontos de Cultura espalhados por todo o Brasil. Encontro em São Paulo mostra, por meio de centenas de apresentações, exposições, documentários e oficinas realizadas por comunidades de todo o Brasil, o que os pontos já instalados tem proporcionado. A 'Teia' envolve as áreas de arte, educação, cidadania e economia solidária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/carta-maior.gif" width="172" height="65" alt="" title="Carta Maior" /><br/><p>Começou nesta quinta-feira a 'Teia' – A Rede de Cultura do Brasil, mostra da diversidade cultural brasileira que tem o objetivo de mostrar a diversidade cultural brasileira pelas ações que unem cultura e cidadania nas comunidades de periferia dos grandes centros e em pequenas cidades do interior do&nbsp;país.</p>
<p>Centenas de apresentações, exposições, documentários e oficinas serão realizadas por comunidades de todo o Brasil. São grupos de contadores de histórias, hip-hop, samba, coco de umbigada e maracatu, cirandeiros, repentistas, indígenas e remanescentes quilombolas, entre outros, que vão trocar experiências e potencializar suas ações a partir da&nbsp;'Teia'.</p>
<p>Até o fim do ano, o MinC espera ter formado 600 Pontos de Cultura espalhados por todo o Brasil. Cada Ponto de Cultura recebe do ministério apoio financeiro de até R$ 150 mil e kit de produção multimídia com computadores, internet banda larga, ilha de edição e estúdio de gravação para o registro dos seus&nbsp;trabalhos.</p>
<p>“No princípio era o ponto. Um dia o ponto, inspirado pelas obras e graças da inspiração solidária, juntou-se a mais um ponto. E a outro. Mais outro. E de ponto em ponto nasceu a linha. Da linha surgiu um desenho para traduzir a idéia. Da idéia brotou a força motriz que gerou palavras, sons, formas, imagens e gestos. E mais pontos cresceram para formarem novas linhas e desenhos”, assim nasceu o projeto Cultura Vida do Ministério da Cultura, segundo o ministro Gilberto Gil. E dessas linhas e desenhos dos mais de 450 Pontos de Cultura espalhados pelo Brasil, foi tecida a 'Teia' – A Rede de Cultura do&nbsp;Brasil.</p>
<p>O secretário de Programas e Políticas Culturais do Ministério, Célio Turino, idealizador do projeto, explica que o objetivo é unir arte com educação, cidadania e economia solidária, chegando onde o Estado nunca alcançou, acreditando na inventividade do povo. “Limitamos as imposições e dirigismo. Invertemos a lógica da estrutura para a lógica do fluxo. Repassamos a verba e os Pontos utilizam da forma que acharem&nbsp;melhor”.</p>
<p>Turino diz ainda que é preciso ir além das tradições e avançar nas novas produções dos morros, periferias e do campo. “’Uni-vos’, disse (Karl) Marx em seu manifesto. Assim estamos ligando o Brasil através dos Pontos de Cultura. E isso resulta nessa 'Teia'. Nos unimos com arte. É a habilidade do nosso povo que se transforma no contato com o outro”.<br />
Gilberto Gil valoriza o espírito dos “homens e mulheres aranha” da 'Teia'. “Isso é resultado dos sonhos de toda gente simples, dos utopistas, desses loucos, longe dos corações pervertidos, do sonho dos tempos de um possível, novo e completo Messias que não virá se não pelo nosso trilhar, pela força dos nossos braços, pela lágrima dos nossos olhos e pelo sofrimento de nossas eternas mães”, afirmou Gil, antes de cantar Refazenda, acompanho dos batuques de uma alfaia pernambucana e o chocalho de um índio, na abertura da 'Teia', nesta quarta-feira&nbsp;(06).</p>
<p><span class="caps">IND</span>Ú<span class="caps">STRIA</span> <span class="caps">CULTURAL</span> X <span class="caps">ECONOMIA</span> <span class="caps">SOLID</span>Á<span class="caps">RIA</span><br />
“A alienação do mercado, a indústria cultural ditatorial e impositiva, a brutalidade da vida cotidiana submetida à busca impensável pelo dinheiro tentam desmoralizar o jeito brasileiro de ser. Como se esse nosso jeitinho fosse a malandragem dos de cima, que se impõem pelo monopólio da informação. E fazem milhões submeterem-se a esse ser onipresente e onisciente que é o mercado. Que também poderia ser chamado de Piaimã, o gigante comedor de gente, da rapsódia Macunaíma (Mário de Andrade)”, pontua Célio&nbsp;Turino.</p>
<p>Dessa forma, a 'Teia' optou por trabalhar em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e com os conceitos de economia solidária. Segundo o secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, “temos muita cultura na economia solidária e muita economia solidária na cultura. Apenas precisamos incentivar a exploração disso. Outra sociedade está em construção. Isso é visível na Feira Solidária instalada na&nbsp;Bienal”.</p>
<p>Desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC), Ministério do Trabalho e Emprego (<span class="caps">MTE</span>) e pelo <span class="caps">SESC</span>-<span class="caps">SP</span>, com patrocínio da Petrobras, a 'Teia' conta com o apoio do Sebrae, do Instituto Paulo Freire, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (<span class="caps">PNUD</span>) e do Museu&nbsp;Afro-Brasil.</p>
<p>A mostra estará aberta ao público no período dia 6 a 9 de abril, das 10h às 22h, no Pavilhão da Bienal de São Paulo, nos auditórios do Museu de Arte Moderna (<span class="caps">MAM</span>) e do Museu de Arte Contemporânea (<span class="caps">MAC</span>), no Parque do Ibirapuera, e no <span class="caps">SESC</span> Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo. A entrada é franca e a programação completa está disponível em&nbsp;www.teiacultural.org.</p>
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