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	<title>Carlos Gustavo Yoda &#187; MST</title>
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		<title>Rede de comunicadores em apoio à reforma agrária</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 01:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yoda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[movimentos sociais]]></category>
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		<category><![CDATA[Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/>Dia 11 de março, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja, reunião para montagem da “rede de comunicadores em apoio à reforma agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais".&#160;Participe!

Manifesto:

Denuncie a ofensiva dos setores conservadores contra a reforma&#160;agrária!
Está em curso uma ofensiva conservadora no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/><p>Dia 11 de março, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja, reunião para montagem da “rede de comunicadores em apoio à reforma agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais".&nbsp;Participe!</p>
<p><a href="http://yoda.jor.br/arquivos/2010/03/ChargeMST.jpg"><img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2010/03/ChargeMST.jpg" alt="" title="ChargeMST" width="320" height="319" class="aligncenter size-full wp-image-911" /></a></p>
<p><strong>Manifesto:<br />
</strong><br />
Denuncie a ofensiva dos setores conservadores contra a reforma&nbsp;agrária!</p>
<p>Está em curso uma ofensiva conservadora no Brasil contra a reforma agrária, e contra qualquer movimento que combata a desigualdade e a concentração de terra e renda. E você não precisa concordar com tudo que o <span class="caps">MST</span> faz para compreender o que está em&nbsp;jogo.</p>
<p>Uma campanha orquestrada foi iniciada por setores da chamada “grande imprensa brasileira” – associados a interesses de latifundiários, grileiros - e parcelas do Poder Judiciário. E chegou rapidamente ao Congresso Nacional, onde uma <span class="caps">CPMI</span> foi aberta com o objetivo de constranger aqueles que lutam pela reforma&nbsp;agrária.</p>
<p>A imagem de um trator a derrubar laranjais no interior paulista, numa fazenda grilada, roubada da União, correu o país no fim do ano passado, numa ofensiva organizada. Agricultores miseráveis foram presos, humilhados. Seriam os responsáveis pelo "grave atentado". A polícia trabalhou rápido, produzindo um espetáculo que foi parar nas telas da <span class="caps">TV</span> e nas páginas dos jornais. O recado parece ser: quem defende reforma agrária é "bandido", é "marginal". Exemplo claro de “criminalização” dos movimentos&nbsp;sociais.</p>
<p>Quem comanda essa campanha tem dois objetivos: impedir que o governo federal estabeleça novos parâmetros para a reforma agrária (depois de três décadas, o governo planeja rever os “índices de produtividade” que ajudam a determinar quando uma fazenda pode ser desapropriada); e “provar” que os que derrubaram pés de laranja são responsáveis pela “violência no&nbsp;campo”.</p>
<p>Trata-se de grave&nbsp;distorção.</p>
<p>Comparando, seria como se, na África do Sul do Apartheid, um manifestante negro atirasse uma pedra contra a vitrine de uma loja onde só brancos podiam entrar. A mídia sul-africana iniciaria então uma campanha para provar que a fonte de toda a violência não era o regime racista, mas o pobre manifestante que atirou a&nbsp;pedra.</p>
<p>No Brasil, é nesse pé que estamos: a violência no campo não é resultado de injustiças históricas que fortaleceram o latifúndio, mas é causada por quem luta para reduzir essas injustiças. Não faz o menor&nbsp;sentido...</p>
<p>A violência no campo tem um nome: latifúndio. Mas isso você dificilmente vai ver na <span class="caps">TV</span>. A violência e a impunidade no campo podem ser traduzidas em números: mais de 1500 agricultores foram assassinados nos últimos 25 anos. Detalhe: levantamento da Comissão Pastoral da Terra (<span class="caps">CPT</span>) mostra que dois terços dos homicídios no campo nem chegam a ser investigados. Mandantes (normalmente grandes fazendeiros) e seus pistoleiros permanecem&nbsp;impunes.</p>
<p>Uma coisa é certa: a reforma agrária interessa ao Brasil. Interessa a todo o povo brasileiro, aos movimentos sociais do campo, aos trabalhadores rurais e ao <span class="caps">MST</span>. A reforma agrária interessa também aos que se envergonham com os acampamentos de lona na beira das estradas brasileiras: ali, vive gente expulsa da terra, sem um canto para plantar - nesse país imenso e rico, mas ainda dominado pelo&nbsp;latifúndio.</p>
<p>A reforma agrária interessa, ainda, a quem percebe que a violência urbana se explica – em parte – pelo deslocamento desorganizado de populações que são expulsas da terra e obrigadas a viver em condições medievais, nas periferias das grandes&nbsp;cidades.</p>
<p>Por isso, repetimos: independente de concordarmos ou não com determinadas ações daqueles que vivem anos e anos embaixo da lona preta na beira de estradas, estamos em um momento decisivo e precisamos defender a reforma&nbsp;agrária.</p>
<p>Se você é um democrata, talvez já tenha percebido que os ataques coordenados contra o <span class="caps">MST</span> fazem parte de uma ofensiva maior contra qualquer entidade ou cidadão que lutem por democracia e por um Brasil mais&nbsp;justo.</p>
<p>Se você pensa assim, compareça ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, no próximo dia 11 de março, e venha refletir com a&nbsp;gente:</p>
<p>- por que tanto ódio contra quem pede, simplesmente, que a terra seja&nbsp;dividida?</p>
<p>- como reagir a essa campanha infame no Congresso e na&nbsp;mídia?</p>
<p>- como travar a batalha da comunicação, para defender a reforma agrária no&nbsp;Brasil?</p>
<p>É o convite que fazemos a&nbsp;você.</p>
<p>Assinam:</p>
<p>- Altamiro&nbsp;Borges.</p>
<p>- Antonio&nbsp;Biondi.</p>
<p>- Antonio&nbsp;Martins.</p>
<p>- Bia&nbsp;Barbosa.</p>
<p>- Cristina&nbsp;Charão.</p>
<p>- Dênis de&nbsp;Moraes.</p>
<p>- Giuseppe&nbsp;Cocco.</p>
<p>- Hamilton Octavio de&nbsp;Souza.</p>
<p>- Igor&nbsp;Fuser.</p>
<p>- Joaquim&nbsp;Palhares.</p>
<p>- João&nbsp;Brant.</p>
<p>- João&nbsp;Franzin.</p>
<p>- Jonas&nbsp;Valente.</p>
<p>- Jorge Pereira&nbsp;Filho.</p>
<p>- José Arbex&nbsp;Jr.</p>
<p>- José Augusto&nbsp;Camargo.</p>
<p>- Laurindo Lalo Leal&nbsp;Filho</p>
<p>- Luiz Carlos&nbsp;Azenha.</p>
<p>- Renata&nbsp;Mielli.</p>
<p>- Renato&nbsp;Rovai.</p>
<p>- Rita&nbsp;Casaro.</p>
<p>- Rodrigo&nbsp;Savazoni.</p>
<p>- Rodrigo&nbsp;Vianna.</p>
<p>- Sérgio&nbsp;Gomes.</p>
<p>- Vânia&nbsp;Alves.</p>
<p>- Verena&nbsp;Glass.</p>
<p>- Vito&nbsp;Giannotti.</p>
<p>Importante: A proposta é que a rede de comunicadores em apoio à reforma agrária tenha caráter nacional. Esse evento de São Paulo é apenas o início deste processo. Promova lançamentos também em seu estado, participe e convide outros comunicadores para aderirem à&nbsp;rede.</p>
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		<title>Grilagem e vandalismo</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 04:19:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yoda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/>Muitas matérias nesta semana com uma única versão sobre os acontecimentos em uma fazenda em terra grilada. Segue nota encaminhada pela coordenação do Movimento através do boletim MST Informa pedindo investigação sobre os&#160;acontecimentos.

Diante dos últimos episódios que envolvem o MST e vêm repercutindo na mídia, a direção nacional do MST vem a público se&#160;pronunciar.
1. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/><p>Muitas matérias nesta semana com uma única versão sobre os acontecimentos em uma fazenda em terra grilada. Segue nota encaminhada pela coordenação do Movimento através do boletim <span class="caps">MST</span> Informa pedindo investigação sobre os&nbsp;acontecimentos.</p>
<p><center><object width="380" height="300"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yxe0fopHJa0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=pt-br&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/yxe0fopHJa0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=pt-br&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="380" height="300"></embed></object></center></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Diante dos últimos episódios que envolvem o <span class="caps">MST</span> e vêm repercutindo na mídia, a direção nacional do <span class="caps">MST</span> vem a público se&nbsp;pronunciar.</span></p>
<p>1. A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país. O resultado do Censo de 2006, divulgado na semana passada, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas acima de 2,5 mil hectares e possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das&nbsp;terras.</p>
<p>2. Há uma lei de Reforma Agrária para corrigir essa distorção histórica. No entanto, as leis a favor do povo somente funcionam com pressão popular. Fazemos pressão por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina a Constituição de&nbsp;1988.</p>
<p>A Constituição Federal estabelece que devem ser desapropriadas propriedades que estão abaixo da produtividade, não respeitam o ambiente, não respeitam os direitos trabalhistas e são usadas para contrabando ou cultivo de&nbsp;drogas.</p>
<p>3. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas, como acontece, por exemplo, no Pontal do Paranapanema e em Iaras (empresa Cutrale), no Pará (Banco Opportunity) e no sul da Bahia (Veracel/Stora Enso). São áreas que pertencem  à União e estão indevidamente apropriadas por grandes empresas, enquanto se alega que há falta de terras para assentar trabalhadores rurais sem&nbsp;terras.</p>
<p>4. Os inimigos da Reforma Agrária querem transformar os episódios que aconteceram na fazenda grilada pela Cutrale para criminalizar o <span class="caps">MST</span>, os movimentos sociais, impedir a Reforma Agrária e proteger os interesses do agronegócio e dos que controlam a&nbsp;terra.</p>
<p>5. Somos contra a violência. Sabemos que a violência é a arma utilizada sempre pelos opressores para manter seus privilégios. E, principalmente, temos o maior respeito às famílias dos trabalhadores das grandes fazendas quando fazemos as ocupações. Os trabalhadores rurais são vítimas da violência. Nos últimos anos, já foram assassinados mais de 1,6 mil companheiros e companheiras, e apenas 80 assassinos e mandantes chegaram aos tribunais. São raros aqueles que tiveram alguma punição, reinando a impunidade, como no caso do Massacre de Eldorado de&nbsp;Carajás.</p>
<p>6. As famílias acampadas recorreram à ação na Cutrale como última alternativa para chamar a atenção da sociedade para o absurdo fato de que umas das maiores empresas da agricultura - que controla 30% de todo suco de laranja no mundo - se dedique a grilar terras. Já havíamos ocupado a área diversas vezes nos últimos 10 anos, e a população não tinha conhecimento desse crime cometido pela&nbsp;Cutrale.</p>
<p>7. Nós lamentamos muito quando acontecem desvios de conduta em ocupações, que não representam a linha do movimento. Em geral, eles têm acontecido por causa da infiltração dos inimigos da Reforma Agrária, seja dos latifundiários ou da&nbsp;policia.</p>
<p>8. Os companheiros e companheiras do <span class="caps">MST</span> de São Paulo reafirmam que não houve depredação nem furto por parte das famílias que ocuparam a fazenda da Cutrale. Quando as famílias saíram da fazenda, não havia ambiente de depredações, como foi apresentado na mídia. Representantes das famílias que fizeram a ocupação foram impedidos de acompanhar a entrada dos funcionários da fazenda e da <span class="caps">PM</span>, após a saída da área. O que aconteceu desde a saída das famílias e a entrada da imprensa na fazenda deve ser&nbsp;investigado.</p>
<p>9. Há uma clara articulação entre os latifundiários, setores conservadores do Poder Judiciário, serviços de inteligência, parlamentares ruralistas e setores reacionários da imprensa brasileira para atacar o <span class="caps">MST</span> e a Reforma Agrária. Não admitem o direito dos pobres se organizarem e&nbsp;lutarem.</p>
<p>Em períodos eleitorais, essas articulações ganham mais força política, como parte das táticas da direita para  impedir as ações do governo a favor da Reforma Agrária e "enquadrar" as candidaturas dentro dos seus interesses de&nbsp;classe.</p>
<p>10. O <span class="caps">MST</span> luta há mais de 25 anos pela implantação de uma Reforma Agrária popular e verdadeira. Obtivemos muitas vitórias: mais de 500 mil famílias de trabalhadores pobres do campo foram assentados. Estamos acostumados a enfrentar as manipulações dos latifundiários e de seus representantes na&nbsp;imprensa.</p>
<p>À sociedade, pedimos que não nos julgue pela versão apresentada pela mídia. No Brasil, há um histórico de ruptura com a verdade e com a ética pela grande mídia, para manipular os fatos, prejudicar os trabalhadores e suas lutas e defender os interesses dos&nbsp;poderosos.</p>
<p>Apesar de todas as dificuldades, de nossos erros e acertos e, principalmente, das artimanhas da burguesia, a sociedade brasileira sabe que sem a Reforma Agrária será impossível corrigir as injustiças sociais e as desigualdades no campo. De nossa parte, temos o compromisso de seguir organizando os pobres do campo e fazendo mobilizações e lutas pela realização dos direitos do povo à terra, educação e&nbsp;dignidade.</p>
<p>São Paulo, 9 de outubro de&nbsp;2009</p>
<p><span class="caps">DIRE</span>ÇÃO <span class="caps">NACIONAL</span> <span class="caps">DO</span>&nbsp;<span class="caps">MST</span></p>
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		<title>Esquentando tambores para a Conferência de Comunicação</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 20:57:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/>Os movimentos sociais que debatem políticas públicas de comunicação terão um ano longo pela frente. O presidente Lula anunciou em janeiro que a primeira Conferência Nacional de Comunicação será realizada no fim de 2009 e as organizações e militantes da democratização dos meios realizam um primeiro encontro preparatório das etapas&#160;regionais.
Convocado pela Coordenação dos Movimentos Sociais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/><div>Os movimentos sociais que debatem políticas públicas de comunicação terão um ano longo pela frente. O presidente Lula anunciou em janeiro que a primeira Conferência Nacional de Comunicação será realizada no fim de 2009 e as organizações e militantes da democratização dos meios realizam um primeiro encontro preparatório das etapas&nbsp;regionais.</p>
<p>Convocado pela Coordenação dos Movimentos Sociais (que reúne <span class="caps">CUT</span>, <span class="caps">UNE</span>, <span class="caps">MST</span> e dezenas de outras entidades), Campanha pela Ética na <span class="caps">TV</span>, Intervzes - coletivo Brasil de comunicação social, a reunião acontece às 19h desta quarta-feira (dia 25) na Câmara Municipal de São&nbsp;Paulo.</p></div>
<div>caderno2pontozero.blogspot.com<img width="1" height="1" src="http://yoda.jor.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/6b3d5_4218160086969574420-361852438119030717?l=caderno2pontozero.blogspot.com" /></div>
<p><img src="http://yoda.jor.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/86b6c_wGF5NIJXC3U" height="1" width="1" /></p>
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		<title>Manual de Redação</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 19:58:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/>1ª) Toda OCUPAÇÃO de terra deve ser chamada de INVASÃO. Ao invés de usar o termo adotado pelos movimentos sociais, "ocupação" – manifestação de pressão para o cumprimento da Consituição pelo Estado e denúncia da existência de latifúndios- é mais eficiente para o objetivo de defesa do princípio da propriedade privada a utilização da palavra "invasão" – tomar para si pela força algo que não lhe pertence.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/><div><span style="text-decoration: underline;">Convenções básicas (quem não cumprir está sujeito à demissão):</span></div>
<div style="text-align: center;"><strong>Manual de Redação da Mídia Burguesa</strong></div>
<div style="text-align: right;">enviado por Osvaldo da Costa - <a href="mailto:osvaldodacosta@gmail.com" target="_blank">osvaldodacosta@gmail.com</a></div>
<p align="left">
<p align="left"><strong>1ª) Toda <span class="caps">OCUPA</span>ÇÃO de terra deve ser chamada de&nbsp;<span class="caps">INVAS</span>ÃO</strong></p>
<p align="left">Ao invés de usar o termo adotado pelos movimentos sociais, "ocupação" – manifestação de pressão para o cumprimento da Consituição pelo Estado e denúncia da existência de latifúndios- é mais eficiente para o objetivo de defesa do princípio da propriedade privada a utilização da palavra "invasão" – tomar para si pela força algo que não lhe&nbsp;pertence.</p>
<p>Dessa maneira, implicitamente, estamos dizendo que discordamos dessa prática e a consideramos ilegal, e conseguimos gerar a sensação de pânico generalizado em todos os donos de propriedade, sejam elas rurais e produtivas, ou até mesmo propriedades urbanas. <span> </span></p>
<div>Observação: essa regra não é generalizável. Para os casos em que os Estados Unidos invadem países, destroem a infra-estrutura e matam a população, deve-se utilizar o termo "ocupação".</div>
<p align="left">
<p align="left"><strong>2ª) Regra do efeito dominó: fale só do maior para bater em&nbsp;todos</strong></p>
<p align="left">O acordo da grande imprensa é manter somente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (<span class="caps">MST</span>) na pauta dos noticiários, e evitar sempre que possível falar da existência de outros movimentos sociais. Para isso, quando se tratar de movimentos do campo, basta usar sempre a expressão genérica "movimento dos sem terra", ou falar dos "sem terra", sem mais&nbsp;detalhes.</p>
<div>Se a pauta exigir o detalhamento do movimento, recomenda-se associá-lo sempre ao alvo principal, com expressões como "movimento dissidente do <span class="caps">MST</span>".</div>
<div>Essa regra ainda colabora para a desunião entre os movimentos, pois os menores se incomodam pela invisibilidade e pelo fato de terem suas ações relacionadas sempre ao <span class="caps">MST</span>.</div>
<p align="left">
<div><strong>3º) Reforma Agrária deve ser tratada como questão de polícia<br />
</strong>Movimentos sociais e reforma agrária devem, sempre que possível, ser tratados na página policial, no caso de jornais impressos, e no bloco do crime e dos desastres, no caso dos&nbsp;telejornais.</p>
<p>Caso não seja possível enquadrá-los na seção policial ou em espaço próximo, use títulos para editorias que lembrem o belicismo, como "campo minado". Não importa o que diga sua matéria, os títulos devem falar por ela, mesmo que não tenham relação com o conteúdo. Use tons sensacionalistas e&nbsp;fatalistas.</p></div>
<p align="left">
<p align="left"><strong>4º) Nunca divulgue os artigos progressistas da Constituição&nbsp;Federal</strong></p>
<p align="left">Os artigos da Constituição Federal que tratam da função social da terra, que integram o código agrário – 184 a 191 – nunca devem ser mencionados em reportagens sobre os movimentos sociais, para evitar a compreensão de que a ação de invasão de terras pode ter algum respaldo&nbsp;legal.</p>
<div>É sempre recomendável lembrar da lei de Segurança Nacional e da necessidade de uma legislação contra o terrorismo no Brasil. O termo "Estado de Direito" é ideal para isso. Considere qualquer manifestação uma afronta ao Estado de Direito, mesmo que ele seja apenas o Direito do Estado.</div>
<div>Se falar do Estado de Direito e suprimir os artigos progressistas da Constituição não for suficiente, convém colocar as reportagens próximas à cobertura de ações terroristas ou, levantar a suspeita de que há relação do movimento social com uma organização terrorista ou guerrilheira estrangeira.</div>
<p align="left">
<p align="left"><span style="text-decoration: underline;">Conjunto de regras para serem selecionadas e aplicadas conforme a conjuntura&nbsp;exigir:</span></p>
<p align="left">
<p align="left"><strong>5º) Levante a bola para o oportunista de plantão </strong></p>
<div>Não é verdade que o papel da imprensa é apurar a verdade dos fatos. Todo aspirante deve saber que a imprensa tem poder para gerar os&nbsp;fatos.</p>
<p>Além disso, apurar fatos implica em sair da sua cadeira e nem todos eles podem ser apurados por telefone. Basta fazer uma reportagem suspeitando de algo, e procurar um oportunista que queira protagonizar a indignação pública para a suspeita ganhar dimensão de&nbsp;notícia.</p></div>
<div>Sempre há alguém à disposição esperando para se deslumbrar com as luzes dos holofotes. O exemplo bem sucedido mais recente foi o caso da requentada pauta da suspeita da legalidade do financiamento público para cooperativas da reforma agrária, em que o presidente do Superior Tribunal Federal (<span class="caps">STF</span>) desempenhou o papel de porta-voz da bancada ruralista, dando respaldo para a suspeita, e de quebra, aproveitando para atacar o governo&nbsp;federal.</p>
<p>Se não houver ninguém do Judiciário ou algum deputado, não importa, qualquer um, sem nunca ter ido a um assentamento ou acampamento pode ser transformado em "especialista" em questão agrária: sociólogos, filósofos e até&nbsp;jornalistas.</p></div>
<p align="left">
<p align="left"><strong>6º) Nem sempre devemos apurar os dois lados da&nbsp;notícia</strong></p>
<p align="left">Quando já conseguimos incutir um pré-julgamento na opinião pública sobre o caráter marginal das ações dos movimentos sociais, podemos reforçar essa opinião entrevistando somente o lado agredido pelas ações, as vítimas dos movimentos. Fica implícita a informação de que, como os integrantes dos movimentos são foras da lei, quem deve escutá-los é a polícia e o poder judiciário. Se ainda assim tiver que ouvi-los, seja breve e descontextualize a&nbsp;frase.</p>
<p align="left">
<div><strong>7º) Não deve existir noção de historicidade, nem de causa e conseqüência em nossas reportagens<br />
</strong>Não abordar as razões da ação dos movimentos sociais, evitar a divulgação da nota à imprensa. Não importa há quanto tempo às famílias estejam acampadas, quais promessas foram feitas pelo governo, se a terra é do banqueiro que saqueou os cofres públicos ou do coronel que vive do trabalho escravo. Se detenha nas conseqüências da ação.</div>
<p align="left">
<div><strong>8°) Dramatização da repercussão das ações dos movimentos sociais<br />
</strong>Retire o foco das motivações estruturais e causas históricas e centre a abordagem nas conseqüências para os indivíduos donos ou empregados das propriedades invadidas ou atacadas.</div>
<div>– fale do prejuízo econômico para o proprietário, e se possível faça uma entrevista com o mesmo ou com um familiar próximo para mostrar a comoção da família diante do ataque bárbaro. É importante mostrar o estado de choque emocional, e o ideal é que a pessoa esteja chorando.</div>
<div>– surte grande efeito a entrevista com trabalhadores da fazenda ou da empresa. O maior exemplo é o caso da ação no horto da multinacional Aracruz no Rio Grande do Sul, em que uma técnica de laboratório se fez passar por pesquisadora e, em prantos (!), afirmou que a destruição das mudas de eucalipto acabou com mais de vinte anos pesquisa.</div>
<div>Nesse caso, as reportagens conseguiram colocar os movimentos sociais como contrários à ciência e ao desenvolvimento tecnológico, evitando a pauta concreta da ação, que se centrava na expansão ilegal das terras da empresa e na depredação da natureza com o monocultivo de eucalipto.</div>
<p align="left">
<p align="left"><strong>9º) Campanha de desmoralização permanente dos movimentos&nbsp;sociais</strong></p>
<p align="left">É sempre bom manter semanalmente pautas de desgaste aos movimentos sociais, mesmo que não haja uma ação que renda manchete. Nesses casos, a regra é trabalhar com associação, encaixando uma reportagem que fale sobre um movimento após ou entre matérias que falem, por exemplo, de casos de corrupção no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), venda de terra e desmatamento em assentamentos da Amazônia Legal,&nbsp;etc.</p>
<div>Bata nas mesmas teclas, insista nas mesmas teses permanentemente, mesmo que elas já tenham sido usadas antes. Insista, por exemplo, que o <span class="caps">MST</span> irá romper com o Governo Lula <em>desta vez</em>, mesmo que o movimento afirme e demonstre desde o primeiro dia de governo que nunca esteve atrelado.</div>
<div><span> </span></div>
<div>E quando não for possível tomar como alvo os movimentos sociais, vale mirar nas bandeiras de luta deles, alegando estarem ultrapassadas, deslegitimando-as como parte da solução atual para os problemas do país. Nesse caso, pode-se até reconhecer o valor histórico que bandeiras como reforma agrária cumpriram no Brasil e em outros países, mas deve-se usar essa manobra apenas para recusar essas propostas no presente.</div>
<p align="left">
<div><strong>10º) É fundamental saber manipular a dimensão subjetiva do telespectador ou do leitor</strong></div>
<div>Não é apenas com a manipulação dos fatos e com a edição das entrevistas que podemos influenciar na interpretação que os nossos consumidores farão. Na <span class="caps">TV</span>, a expressão facial e o tom de voz dos repórteres, dos comentaristas e, sobretudo, dos âncoras, é determinante. A adoção do semblante sério e do tom de voz grave deve indicar a importância do tema.</div>
<div>Além da performance dos jornalistas como atores, é recomendável que o pano de fundo do cenário também traga imagens que gerem medo e desconfiança. O exemplo do Jornal Nacional é o mais ilustrativo: para falar da reforma agrária e dos movimentos que lutam por ela: aparece uma cerca rompida e três vultos disformes – "afinal não são pessoas, são sombras" –, empunhando ferramentas de trabalho como se fossem armas, numa ação de invasão da propriedade (e da casa do espectador).</div>
<div>caderno2pontozero.blogspot.com<img src="http://yoda.jor.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/4a34a_4218160086969574420-883749818828552151?l=caderno2pontozero.blogspot.com" alt="" width="1" height="1" /></div>
<p><img src="http://yoda.jor.br/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/58031_c5-D1dXSJUo" alt="" width="1" height="1" /></p>
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		<title>MST na mira</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 07:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yoda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/>Os trabalhadores rurais sem terra organizados tornaram-se alvo de mais um bombardeio midiático. A estratégia da Globo e companhia é tentar criar um conflito entre o movimento e o governo federal aproveitando casos isolados a partir da versão dos latifundiários e seus&#160;porta-vozes.
Os crimes cometidos em Pernambuco devem ser investigados e os responsáveis punidos, assim como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/caderno2_logo.gif" width="200" height="97" alt="" title="Caderno2.0" /><br/><p><a href="http://www.dcomercio.com.br/especiais/outros/digesto/digesto_02/images/lula_mst.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px;" src="http://www.dcomercio.com.br/especiais/outros/digesto/digesto_02/images/lula_mst.jpg" border="0" alt="" /></a><br />Os trabalhadores rurais sem terra organizados tornaram-se alvo de mais um bombardeio midiático. A estratégia da Globo e companhia é tentar criar um conflito entre o movimento e o governo federal aproveitando casos isolados a partir da versão dos latifundiários e seus&nbsp;porta-vozes.</p>
<p>Os crimes cometidos em Pernambuco devem ser investigados e os responsáveis punidos, assim como disse o presidente Lula. E também devem ser penalizados todos aqueles que ordenaram e executaram 19 trabalhadores em Eldorado dos Carajás, no Pará, e tantos outros no Brasil rural esquecido que pede reforma agrária&nbsp;já.</p>
<p>Em boletim eletrônico do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil, o membro da direção nacional João Paulo Rodrigues explica a posição do <span class="caps">MST</span> sobre os principais temas expostos no&nbsp;noticiário.</p>
<p><span>A que se deve a reação do ministro Gilmar Mendes?<br /></span>O Ministro Gilmar Mendes foi transformado no mais novo líder da direita brasileira, desde sua posse como presidente do Supremo Tribunal Federal. E ele está se comportando assim, honrando seu novo papel. É ágil para defender o patrimônio, mas lento para defender vidas. Ataca os povos indígenas, os quilombolas, os direitos dos trabalhadores, os operários e defende os militares da ditadura militar. Enfim, agora a direita brasileira tem seu Berlusconi tupiniquin. E ele opina sobre tudo e sobre todos. Aliás, ele está devendo para a opinião pública brasileira uma explicação sobre a rapidez como soltou o banqueiro corrupto Daniel Dantas, que financia muitas campanhas eleitorais e alicia grande parte da&nbsp;mídia.</p>
<p>Mais grave, a revista Carta Capital denunciou que o Instituto Brasiliense de Direito Público, vinculado ao Mendes, recebeu 2,4 milhões de recursos públicos, inclusive do <span class="caps">STF</span>, do Tribunal Superior Eleitoral e até do Ministério da Defesa, dirigido por seu amigo Nelson Jobim. Como líder da direita, Mendes procura defender os interesses da burguesia brasileira e fazer intenso ataque ideológico à esquerda e aos movimentos sociais, para pavimentar uma retomada eleitoral da direita em 2010. Serra não precisa se preocupar, já tem um cabo eleitoral poderoso no&nbsp;<span class="caps">STF</span>.</p>
<p><span>O que aconteceu em Pernambuco?<br /></span>O conflito no Pernambuco é uma tragédia anunciada. As 100 famílias estão acampadas há oito anos. Duas áreas estão em disputa. Os fazendeiros usaram de todas as artimanhas judiciais para impedir a desapropriação de suas áreas não utilizadas, que servem apenas de especulação imobiliária. As famílias trabalham e plantam na área, tiram dela seu sustento. Sofreram mais de 20 despejos. Na semana passada, depois de mais um despejo pela Polícia Militar, o fazendeiro contratou pistoleiros que foram no acampamento fazer provocações, armados. Perseguiram e espancaram um dos líderes do&nbsp;acampamento.</p>
<p>Nesse clima de tensão e ameaças permanentes às famílias acampadas, alguns acabaram reagindo e no conflito houve a morte de quatro pistoleiros. O <span class="caps">MST</span> repudia a violência. No Brasil há muitos outros acampamentos, em igual situação de tensão e conflito. Até quando vão esperar para realizar a Reforma&nbsp;Agrária?</p>
<p><span>O que aconteceu no Pontal?<br /></span>Na região do Pontal do Paranapanema, no estado de São Paulo, há um passivo de conflito agrário pendente há quatro décadas. Existem por lá mais de 400 mil hectares de terras públicas estaduais, com sentenças judiciais reconhecendo que são públicas. Portanto, os fazendeiros ocupantes são grileiros. E precisam sair das terras, pelas quais receberiam a indenização pelas benfeitorias. Desde o governo Mario Covas, o processo de discriminação e indenização dos fazendeiros-grileiros está parado. Com isso o problema só se agrava. Agora, na semana do carnaval, os quatro movimentos de sem terra que atuam na região realizaram ocupações de protesto em diversas&nbsp;fazendas.</p>
<p>A repercussão foi imediata. Por duas razões: primeiro porque os fazendeiros possuem muitas ligações políticas na capital. Um deles inclusive era sócio do Fernando Henrique na fazenda de Buritis. Outro tem vínculos com a rede Bandeirantes, e por aí vai. E o segundo motivo é que José Rainha, que não faz parte de nenhuma instância de decisão política do <span class="caps">MST</span>, anunciou que as ocupações do seu movimento eram em protesto ao governador José Serra. Pronto. O tema se transformou em disputa eleitoral. As repercussões do Pontal revelam que até outubro de 2010, viveremos essa novela, da imprensa e seus partidos transformaram as disputas de terra do Pontal em tema&nbsp;eleitoral.</p>
<p><span>Entidades do meio rural são acusadas de desviar recursos para ocupações. Isso procede?<br /></span>O <span class="caps">MST</span> nunca usou nenhum centavo de dinheiro público para realizar ocupações de terra. Por uma questão de princípio, as próprias famílias que participam das ocupações dos latifúndios, devem assegurar os recursos necessários para a essa ação política. É aqui que reside a força do <span class="caps">MST</span> e é um elemento educativo para as famílias que fazem a luta pela reforma&nbsp;agrária.</p>
<p>Acontece que desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o Estado brasileiro, dilapidado pela onda neoliberal, deixou de cumprir suas funções relativas ao setor público agrícola. O Estado não garante mais educação no meio rural, alfabetização, assistência técnica, saúde. Então, foi no governo <span class="caps">FHC</span> que eles estimularam o surgimento de ONGs, entidades sem fins lucrativos, para substituir as funções do Estado. E passaram recursos para essas&nbsp;entidades.</p>
<p>Vale lembrar que a <span class="caps">ONG</span> Alfabetização Solidária, da dona Ruth Cardoso, recebeu mais de R$ 330 milhões de dinheiro público para a alfabetização de&nbsp;adultos.</p>
<p>Surgiram então em áreas de assentamento diversas entidades - algumas ligadas aos assentados, outras não - para suprir as funções do Estado, realizando atividades de assistência técnica, de atendimento de saúde, de alfabetização. E recebem recursos do Estado para isso. Estranhamos que a imprensa cite apenas as entidades que apóiam a reforma agrária e são ligadas aos assentados, e omitem os milhões de reais repassados para ONGs ligadas ao <span class="caps">PSDB</span>, à Força sindical, aos ruralistas. Somente o <span class="caps">SENAR</span> (Serviço Nacional de Assistência Rural) recebe milhões de reais, todos os anos. Sendo que há processos no <span class="caps">TCU</span> de desvio de federações patronais em proveito pessoal de seus&nbsp;dirigentes.</p>
<p><span>O que aconteceu com as escolas itinerantes no Rio Grande do Sul?</span><br />Durante o governo Antonio Britto (<span class="caps">PMDB</span>-<span class="caps">PPS</span>) foi assegurado o direito das crianças de ensino primário estudarem no próprio acampamento. O estado colocava professores da rede pública e as aulas eram dadas em salas organizadas no acampamento. E quando o acampamento mudasse de local ou as famílias fossem assentadas, a escola ia junto, assegurando a continuidade do ensino àquelas crianças. Essa experiência exitosa recebeu prêmios e foi adotada por outros estados, como o do&nbsp;Paraná.</p>
<p>Após a eleição do governo tucano de Yeda Crusius, se formou uma conjuntura política de ofensiva da direita na imprensa, no Ministério Publico Estadual e na Brigada Militar. Eufóricos com a vitória eleitoral, passaram a criminalizar, perseguir e reprimir os movimentos sociais, seja os professores, metalúrgicos, desempregados ou o <span class="caps">MST</span>. Nesse contexto, a atual governadora e o Ministério Público atuaram para suspender as aulas nos acampamentos e levar as crianças para os colégios da cidade. Ou seja, não hesitaram em prejudicar as crianças para atingir politicamente o&nbsp;<span class="caps">MST</span>.</p>
<p>Por outro lado, o governo Yeda Crusius já fechou outras 8.500 turmas em todos os municípios do estado, a maioria no meio rural, apenas para poupar recursos,  e assegurar o famigerado déficit zero As prefeituras dos municípios aonde existem acampamentos já disseram que é impossível levar as crianças para a cidade. São Gabriel, por exemplo, teria que gastar R$ 40 mil mensais. Enquanto atualmente o estado gasta R$ 16 mil para atender os oito acampamentos em todo estado. Felizmente, as escolas foram autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação, que é o órgão que autoriza e fiscaliza o funcionamento das escolas e aprova seu&nbsp;currículo.</p>
<p><span>- Para assinar o boletim do <span class="caps">MST</span> envie email para letraviva@mst.org.br com assunto "cadastro letraviva"</span>
<div>caderno2pontozero.blogspot.com</div>
<p><img src="http://feeds2.feedburner.com/~r/caderno2pontozero/~4/hKO1KR-EjsQ" height="1" width="1" /></p>
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		<title>Movimentos sociais articulam-se por meio da Arte engajada</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Apr 2006 13:31:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yoda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/carta-maior.gif" width="172" height="65" alt="" title="Carta Maior" /><br/>A TEIA foi além da proposta de ser uma mostra da diversidade cultural brasileira, através do projeto Cultura Viva do MinC. A articulação dos movimentos sociais por meio dos pontos de cultura já aponta resultados do trabalho em rede. Mas lideranças dos movimentos culturais do MST e da UNE decretam que não há sentido na produção cultural senão a do engajamento político e comprometimento com a transformação das pessoas e da sociedade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<img src="http://yoda.jor.br/arquivos/2009/04/carta-maior.gif" width="172" height="65" alt="" title="Carta Maior" /><br/><p>SÃO <span class="caps">PAULO</span> - A <span class="caps">TEIA</span> – A Rede de Cultura do Brasil, realizada de 6 a 9 de abril em São Paulo – foi além da proposta de ser uma mostra da diversidade cultural brasileira, através do projeto Cultura Viva do MinC. A articulação dos movimentos sociais através dos pontos de cultura já aponta resultados do trabalho em rede. Mas lideranças dos movimentos culturais do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (<span class="caps">MST</span>) e da União Nacional dos Estudantes (<span class="caps">UNE</span>) decretam que não há sentido na produção cultural se não a do engajamento político e comprometimento com a transformação das pessoas e da&nbsp;sociedade.</p>
<p>Célio Romualdo, do setor de cultura do <span class="caps">MST</span> de São Paulo, entende que é difícil debater o assunto e que a dificuldade no campo é maior ainda. Apesar disso, ele afirma que não existem diferenças entre os trabalhadores do campo e da cidade: “Nossas aflições são as mesmas. Precisamos acabar com essa divisão e unir-nos. Unir-nos na condição de trabalhadores. E precisamos refletir isso nas nossas produções&nbsp;culturais”.</p>
<p>O <span class="caps">MST</span> ganhou edital de 16 pontos de cultura do Ministério, que estão espalhados em 10 estados brasileiros. Romualdo enfatiza a necessidade de articulação dos movimentos pensando nas produções artísticas de forma engajada. “A burguesia nunca criou cultura. Eles criam a moda, a pasteurização. Mas do funk ao samba, são manifestações do povo. A arte tem que ser comprometida com as questões sociais. Se não houver enfrentamento dos problemas e da indústria cultural, estaremos a repetir o mais do mesmo”, pontua o sem&nbsp;terra.</p>
<p>A inversão da ordem cultural é essencial para Romualdo. Somente pensando em como refuncionalizar o mercado é que os trabalhadores poderão recuperar a cultura que lhes foi roubada. “Às vezes, um artista até acha que está fazendo uma coisa boa mas, no fim, está contribuindo para a&nbsp;roda”.</p>
<p>O diretor de Cultura da <span class="caps">UNE</span>, Thiago Alves, afirma que o movimento estudantil tem uma grande tradição nos movimentos culturais. Alves destaca as experiências do Centro Popular de Cultura, os CPCs da <span class="caps">UNE</span>, nos anos 60, que tiveram um papel importante no combate à ditadura&nbsp;militar.</p>
<p>Os tempos são outros, e a entidade precisou rever os conceitos e formas de trabalhar com a arte e a cultura. “O movimento cultural hoje tem uma dinâmica própria. Não podemos trabalhar de cima para baixo. Por isso criamos o <span class="caps">CUCA</span> (Centro Universitário de Cultura e Arte). Ele segue com uma dinâmica diferente do movimento estudantil. Mais espontâneo e mais amplo. Apenas tomamos o cuidado de pautar o debate político maior, partindo da discussão de políticas públicas culturais”, enfatizou&nbsp;Alves.</p>
<p>A <span class="caps">UNE</span> tem 10 pontos de cultura, em 10 estados. Sobre o projeto do MinC, Thiago Alves acredita que o Cultura Viva esteja invertendo o foco da produção cultural brasileira. “Um exemplo simples disso é o fato da <span class="caps">TEIA</span> ter sido realizada na Bienal de São Paulo, um espaço tradicional da burguesia paulista. E, nesses quatro dias, nós, movimentos, ocupamos a Bienal com muita riqueza e diversidade. Tomamos posse daquilo que é nosso. Isso já é sinal de mudanças, sem contar o poder de articulação dos movimentos sociais através da&nbsp;arte”.</p>
<p>Thiago Alves, no entanto, crê que o principal foco dos pontos de cultura deva ser a juventude: “O Cultura Viva deve servir aos jovens. Para levá-los à luta política. Não há sentido na arte da periferia se não for para lutar contra essa condição periférica e&nbsp;excluidora”.</p>
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